Não existe esta história: "eu era gay, mas virei homem de novo". "Ninguém vira nada, a única coisa que vira é pipoca", brinca o doutor. O que pode acontecer é as pessoas terem atitudes homo ou hetero, mas o que
determina é o desejo erótico, é a atração, é por quem ele sente tesão.
Ou então existem aquelas pessoas que negam sua homossexualidade. O cara que sente tesão por outro cara, mas tem preconceito, por exemplo. O que ele faz? Namora uma garota, mas fica com a cabeça em outro lugar...
Por isso, vemos tantas mulheres e homens casados que levam uma vida dupla. Neste caso, a pessoa se assume somente para si (e, talvez, um grupo de amigos), mas não para a sociedade. Ninguém está falando para sair gritando aos quatro ventos que é gay, mas, estar casado e sair com outra pessoa, é uma traição como outra qualquer.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Existem Ex-gays?
Marcadores: Matéria
Crítica: Revista gay ainda é tabu no Brasil
Revista gay no Brasil ainda é um tabu. Existe a vergonha de exibir esse tipo de publicação nas bancas. Exceção, obviamente, aquelas instaladas em tradicionais "centros de convivência" homossexual, como no Largo do Arouche, no centro paulistano, região riscada do mapa por alguns freqüentadores do "gueto fashion", como a Frei Caneca e Consolação, nos Jardins.
Para os assinantes, a revista chega enrolada em um plástico branco, evitando a identificação do conteúdo. Inútil. Os porteiros já sabem. Não são raros os relatos de gays que têm vontade de comprar a revista, mas falta coragem para encarar o dono da banca ou admitir aos amigos que "se entrega a esse tipo de prazer ordinário". Preconceito enrustido, medo de admitir a solidão ou falta de aceitação?
Outros preferem dizer que os modelos nus estampados nas capas de "G Magazine" não passam de criação de "Photoshop", programa usado no tratamento e edição de imagens, uma acusação também ouvida entre alguns leitores da heterossexual "Playboy".
No ambiente gay, há dezenas de publicações gratuitas, de tiragem pulverizada, que circulam em boates, bares e restaurantes. Em alguns casos, o conteúdo é bem amador, com textos descuidados, forte discurso panfletário, além de um foco exagerado no universo marginal ou nos elogios aos anunciantes (em geral, saunas e boates) ou a líderes do movimento ou interessados em se cacifar politicamente levantando a bandeira homossexual.
A reformulação editorial de "G Magazine", ainda em andamento, tenta aprender com os erros. A publicação aposta na fórmula de "higienizar" a abordagem das questões homossexuais. Ou seja, o objetivo é "integrar" a revista à pauta da sociedade, sem chocar o público mais conservador --existente também entre os gays.
Ao colocar em sua capa personalidades gays (Clodovil e Jean) já "aprovadas" pelo chamado "establishment" (classe dominante), como a Rede Globo, a publicação atrai os olhares de um outro segmento do público, o que ajuda na tentativa de driblar a rejeição de alguns anunciantes.
A exemplo das revistas semanais, "G Magazine" também passou a explorar mais temas mais amenos, como dicas de saúde, beleza, moda, evitando cair no equívoco de ser identificada apenas como mais uma revista mal-humorada que só reclama da homofobia e defende o "casamento" gay.
Nessa área, há ainda patrulha ideológica, intolerância contra opiniões divergentes ao senso comum do movimento homossexual e o risco de cair na "caça às bruxas", mandando à fogueira quem não se torna um "militante", quem não guarda em casa uma bandeira com as cores do arco-íris ou não participa da parada do orgulho gay.
Sem falar na blitz das palavras. Ouse em uma conversa trocar, por descuido, termos como "orientação sexual" por "opção sexual" ou "homossexualidade" por "homossexualismo". Em um país ainda fortemente machista e preconceituoso, uma revista gay sobreviver por oito anos já é um sinal de alguma mudança --positiva e animadora-- na realidade dos homossexuais brasileiros, embora ainda resista a sensação de que "toda nudez será castigada".
Marcadores: Matéria
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Rodriguinho - protagonista do beijo gay da MTV dá entrevista ao Mix Brasil
Disfarçando muito bem o nervosismo, Rodrigo Dal Zot de 21 anos, protagonizou o beijo gay do Programa Beija Sapo, que a MTV exibiu. Os usuários do Mix aprovaram o beijo e teceram elogios rasgados ao moço.
Em entrevista ao Mix Brasil, Rodrigo contou como foi sua experiência no programa, a reação de sua família, o que o levou a aceitar o convite e, é claro, opinou sobre o não-beijo de Júnior e Zeca.
O que o levou a participar do programa Beija Sapo gay?
Eu não tenho problema nenhum com a minha homossexualidade ou em me aceitar como sou. Toda minha família já sabia sobre eu ser gay, eu achei que era uma ótima oportunidade de mostrar na televisão que o homossexual não se resume ao estereótipo escrachado que geralmente é mostrado na mídia.
Como foi se assumir na sua família?
Desde pequeno as pessoas diziam que tal menina era minha namoradinha, eu pensava “mas eu acho mais legal o garotinho”. Não passei por uma fase heterossexual, sempre fui gay. Resolvi contar porque passei uma época da minha vida que eu queria sair, conhecer pessoas e as garotas chegavam para ficar comigo, mas não queria ficar com elas. Meus amigos começaram a perguntar o que acontecia, então eu parei de sair.
Quando tinha 18 anos, finalmente fiquei com um garoto da minha cidade, fui muito apaixonado e resolvi contar para minha família. Costumo dizer que, se eu pudesse escolher, na próxima vida gostaria de voltar gay. Meu pai, depois de receber muitas explicações, me disse “Rodrigo você estando feliz. Eu também fico feliz”. Hoje minha família me aceita e acredito que seja a melhor família do mundo.
Como foi sua vinda para São Paulo?
Eu sou de uma cidade pequena, Xanxerê em Santa Catarina, tem pouco mais de 40.000 habitantes e é conhecida por ter a “Festa Estadual do Milho”. Na verdade meu sonho sempre foi morar em Florianópolis ou Porto Alegre. Mas uma amiga minha que morava aqui me fez um convite, e eu acabei vindo usando de desculpa um curso de para cabeleireiros aqui. Em 2 dias consegui um emprego no Jacques Janine, foi muita sorte, mas fiquei pouco tempo neste ramo, pois não era exatamente o que eu gostava de fazer. Trabalhei de vendedor em um shopping e hoje faço promoção de eventos.
E como foi beijar o sapinho Maicon?
Eu sabia que eu tinha que dar o melhor beijo que pudesse, pois a minha função ali era essa. Mas na medida do possível eu mostrei quem eu sou, o que pensava. Eu sabia que aquele beijo era muito importante, mesmo sem saber da história da novela das oito [o progrma foi gravado antes do não-beijo]. Eu dei o melhor de mim e beijei mesmo. Mas só beijamos ali, apesar de eu ainda ter contato com os três sapos, não estou ficando com nenhum deles, nos tornamos amigos.
O que sua família achou do programa?
Minha mãe ligou e disse que foi assistir o programa na casa de uma amiga, que juntou um pessoal pra me assistir e tal. Ela disse que ficou muito feliz, que foi super bonito e não foi vexame nenhum. Ela estava super contente. Meu pai e meus irmãos não assistiram ainda porque na minha cidade a Mtv só está disponível na TV paga, mas tenho certeza que vão gostar.
O que você achou do não-beijo em América?
Eu achei um preconceito esdrúxulo. Eles construíram toda a trama e na hora de mostrar a realidade, o que realmente acontece, eles cortam. Fiquei muito indignado com o que foi feito. Eu acho que já passou da hora de deixarmos de ser o que não somos, e deixar de usar máscaras.
Então tá!
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Mark Dalton - Entrevista

Em curto período de tempo, o musculoso Mark Dalton, nascido no Texas, nos EUA, fez nome na cena pornô gay mundial sem ter tido relacionamentos com outros homens (pelo menos não em frente às câmeras). Atualmente, ele está em turnê pelos EUA com seu show de striptease "Dancing Across America".
Onde você está agora?
R.: Estou viajando pelo Texas. Está um tempo horrível hoje. Está chovendo e frio.
Só não bata o carro enquanto estamos conversando. Como o garoto do Texas decidiu ser um astro pornô?
R.: Quando tinha 18 anos (isso foi em 1998), comecei a trabalhar em uma boate onde dançava para mulheres. Trabalhei como amador e acabei ficando lá por quase um ano. Então estava trabalhando em uma boate em Miami e ganhei um concurso onde o vencedor faria alguns vídeos para a Vista Video. Fiz alguns - eles eram muito profissionais. Depois disso, um cara da Muscke Hunks me contatou e disse que tinha duas empresas. Ele me disse que eu faria dois tipos de vídeo: um do tipo que eu já fazia, que não tinha ereção, era bem leve, sensual, e outro em que teria que fazer uma cena de sexo explícito.
E você concordou?
R.: Eu disse que fazia vídeos que pagavam menos. E falei que não iria fazer o que ele pediu, que ele estava louco.
Não um garoto bonzinho como você...
R.: Exato. Eu tinha 19 anos naquela época. Nós jantamos, começamos a conversar e eu finalmente disse: "Eu vou tentar, mas não sei se serei capaz de... qual é a palavra... fazer uma "performance" em frente às câmeras. Mas eu disse que tentaria. Então eu cheguei lá e comecei a filmar e cheguei no ponto que eu precisava chegar...você sabe. Tentei e tentei. Então eu disse que ele (o diretor) precisava deixar o quarto, que não funcionaria daquele jeito. Então ele deixou o quarto e aconteceu. Depois eu gritei que estava pronto. Ele voltou e filmou como louco. Não levou muito tempo. Depois disso, não fiz mais nada por dois anos.
E o que você fez?
R.: Morei com meus pais, comendo e malhando todos os dias, e era isso. Minha mãe ficava gritando comigo que precisava arrumar um emprego. Eu não sabia o que eu queria fazer, mas sabia que tinha que ser em alguma coisa qu utilizasse meu corpo. Eu não queria um emprego comum. Eu pensei em ser um jogador de futebol, modelo... Mas não sabia o que. Eu corri para um amigo meu que estava trabalhando em uma boate em Dallas, dançando para homens. Eu fui para lá, trabalhei algumas noites. Na segunda noite que estava lá, um cara se aproximou de mim e perguntou: "Você é Mark Dalton?". Eu fiquei pensando como ele me conhecia, porque a única vez que usei esse nome foi quando trabalhei para a Muscle Hunks e eu não conhecia ninguém que tivesse assistido aos vídeos. Ele me contou sobre um fórum onde falavam sobre mim. Eu não tinha idéia do que ele estava falando. Então eu entrei e vi que existiam milhares de mensagens falando sobre mim. Entrei no fórum, colocando meu nome, e-mail e telefone. Depois disso, virou uma bola de neve. Fui para Los Angeles para fazer umas fotos e tudo começou.
Começou como uma surpresa, então.
R.: Sim, não planejava nada, apenas aconteceu.
Vamos falar sobre a orientação sexual de Mark Dalton, tudo bem para você?
R.: Bem, nesse negócio, tudo é fantasia. Algumas pessoas querem pensar que sou hetero e algumas pessoas querem que eu seja gay. Outros não se importam. Se eu responder sua pergunta, vou arruinar a fantasia das pessoas.
Bem, de qualquer forma, isso não parece te aborrecer.
R.: Não me incomoda. Gosto dessa intriga, deixar as pessoas fantasiarem. Ninguém sabe o que acontece entre quatro paredes.
Você se tornou muito popular em pouco tempo e não fez muitos filmes. Além disso, os filmes que você realizou são performances solo e você ainda não fez nada com outro cara.
R.: Sim, e não acho que os vídeos que fiz são muito bons. Vou te contar uma coisa que ainda não contei para muitas pessoas. Eu e mais alguns caras, muito famosos no pornô gay, estamos criando nossa própria empresa. Vamos contratar os melhores diretores e modelos. Fazendo isso, acho que acabo tendo a certeza que farei o melhor trabalho. Acredito que vai ser bem excitante.
Isso significa que, agora que você está fazendo seus próprios filmes, fará cena com outros caras?
R.: Quando eu fizer isso, farei sob as minhas condições. Acho que, uma vez que fizer isso, estará feito. Eu não vou deixar o clube onde trabalho atualmente. E esse processo será lento. Vai ser como um romance. Você não termina um romance em apenas duas páginas...
Você acha que quando decidir fazer isso, terá feito tudo?
R.: Acho que é como uma temporada do futebol. Se você começar assistindo no Super Bowl, que graça tem assistir o restante da temporada? É a temporada no Super Bowl que interessa a todos e o deixa ainda mais excitante. Agora vai ser diferente, minha visão é mais de negócios.
Então, basicamente, você não quer saber quando irá fazer isso.
R.: Exato. Sou apenas um homem com um plano.







